Combater a escalada dos preços, garantir melhores condições de vida!
O PCP realizou hoje uma ação de contacto com a população no centro do Funchal para denunciar o escandaloso aumento do custo de vida e afirmar a necessidade urgente de medidas que travem a especulação e garantam melhores condições de vida para trabalhadores, reformados e famílias.
Perante novos agravamentos dos preços agora novamente justificados com a guerra e outros pretextos o PCP alerta que não podem continuar a ser os trabalhadores e o povo a pagar a factura, enquanto grandes grupos económicos acumulam lucros milionários.
Durante a iniciativa, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, sublinhou que
“É preciso dizer não à guerra e aos novos pretextos para a subida dos preços. Não podem ser os trabalhadores e o povo a pagar a factura das pretensões militares de Trump e companhia.”
Ricardo Lume destacou ainda que o custo de vida já é hoje insuportável para milhares de famílias, com aumentos brutais na habitação, na electricidade, na água, no gás, nas comunicações e, de forma particularmente grave, nos bens alimentares.
Perante esta realidade, o Governo PSD/CDS — tal como o Chega, a Iniciativa Liberal ou o PS — limita-se a medidas insuficientes como mexer no ISP dos combustíveis, recusando enfrentar os lucros milionários das multinacionais da energia.
Só a GALP obteve cerca de mil milhões de euros de lucros, enquanto trabalhadores, reformados, micro e pequenos empresários continuam a ser confrontados com aumentos que, na actual situação, são em grande medida especulativos.
“Nos lucros das multinacionais não se toca. Mas nos bolsos dos trabalhadores, dos reformados e dos pequenos empresários a história é sempre a mesma: são sempre os mesmos a pagar a factura”, afirmou.
Ricardo Lume concluiu afirmando que o País e a Região não estão condenados a esta realidade, e que é possível travar o empobrecimento com medidas concretas de regulação e justiça económica.
O PCP defende medidas claras e imediatas, entre as quais:
- Regular os preços dos combustíveis, reduzindo as enormes margens de lucro das petrolíferas.
- Fixar o preço do gás de botija em 20 euros, como já acontece em Espanha.
- Controlar os preços dos bens alimentares essenciais.
- Intervir nos spreads e nas comissões bancárias que sufocam milhares de famílias.
Porque regular preços não é um crime — é uma necessidade social.
Crime é especular com as necessidades do povo.
Crime é ser conivente com a escalada da guerra e com o empobrecimento do país.
Gabinete de Imprensa do PCP
Funchal, 12 de Março de 2026




