A CDU organizou hoje no Funchal o almoço-comício comemorativo dos 52 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974, no qual participaram centenas de pessoas, onde o Coordenador Regional, Edgar Silva, afirmou que «ainda vai ser necessário dar muito mais força à luta social para derrotar o ataque aos direitos e a devastação social que ameaçam a vida dos trabalhadores e do povo».
Na sua intervenção política, Edgar Silva, afirmou que «o que comemoramos são os 52 anos da Revolução de Abril e os 50 anos da Constituição de Abril. E foi a Constituição de 1976 quem abriu as portas à Autonomia. Embora muita gente tenha muita dificuldade em reconhecer, foi a Constituição de Abril quem abriu as portas às eleições livres. Foi a Revolução e a Constituição quem escancarou as portas ao processo autonómico».
De acordo com Edgar Silva, «vivemos um tempo de grandes problemas: onde o regime promete liberdade e autonomia, pelo contrário, ala
stra a servidão e a exploração».
Para a CDU, «vivemos dias de brutal ataque aos direitos e de devastação social. Agravam-se as desigualdades. Os governantes apertam o cerco sobre o trabalho e os trabalhadores. Cresce o trabalho precário, mal remunerado e cada vez mais desprotegido. E alastram novas formas de controle social».
Segundo Edgar Silva, «como é evidente no "pacote laboral", os governantes colocam o mercado, e não a vida, no centro da luta política».
Disse ainda Edgar Silva: «Ainda vai ser necessário dar muita força à luta social para derrotar o ataque aos direitos e a devastação social».
Neste quadro político vivido na Região e no País, afirmou ainda Edgar Silva: «O 25 de Abril dá-nos força para enfrentar a devastação social. Precisaremos da força de Abril para derrotar o "pacote laboral". Necessitamos da força de Abril para fazer frente à política de direita e à sua agenda de devastação social».
Nesta iniciativa da CDU aconteceu ainda uma intervenção da Juventude CDU, através de Gonçalo Ramos, onde foram colocados os problemas que afetam os estudantes e a juventude trabalhadora.
Edgar Silva também destacou «a importância da luta social como motor da transformação da sociedade, tal como Abril confirmou. Também hoje há-de ser a resistência coletiva e a luta social o motor da resistência política».




