Despedimentos na RAM
Despedimento de Professores e Educadores de Infância na RAM
A Secretaria Regional de Educação e Cultura (SREC) tem dado instruções às Delegações Escolares em reuniões que estão a decorrer ao longo deste mês de Julho, para reduzir drasticamente o número de professores e educadores de infância nas Escolas a Tempo Inteiro.
Despedimento de Professores e Educadores de Infância na RAM
A Secretaria Regional de Educação e Cultura (SREC) tem dado instruções às Delegações Escolares em reuniões que estão a decorrer ao longo deste mês de Julho, para reduzir drasticamente o número de professores e educadores de infância nas Escolas a Tempo Inteiro.
Esta directiva é para ser concretizada já no próximo ano escolar de 2010/2011,ou seja, a partir do próximo dia 01 de Setembro e passa pela recusa de renovação de contrato a centenas de docentes que durante os últimos anos serviram o sistema educativo da Região Autónoma da Madeira.
Estes professores e educadores serão agora colocados numa lista graduada e dificilmente conseguirão obter um horário de trabalho numa escola da rede pública regional porque as escolas estão obrigadas a distribuir as actividades de enriquecimento curricular por um número muito reduzido de docentes e a entregar ao pessoal auxiliar tarefas que durante os últimos anos foram da responsabilidade de professores e educadores de infância.
Esta é mais uma medida de carácter puramente economicista da SREC que revela, em primeiro lugar, o enorme desrespeito por todos quantos durante anos trabalharam nas escolas da RAM contribuindo para a qualidade do serviço público de Educação e agora se vêem confrontados com o desemprego e em segundo lugar, é a prova de que o Governo Regional entende a Escola e a Educação como “pesos” orçamentais que não contam entre as prioridades políticas do regime.
Depois das alterações à Acção Social Educativa, depois do aumento das mensalidades das creches e jardins-de-infância, depois da decisão de se impor o pagamento das refeições às crianças da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo nas escolas básicas, eis que os cortes atingem os próprios docentes aplicando-se uma política irresponsável e desastrosa de redução de pessoal. Irresponsável porque lança no desemprego profissionais qualificados que são necessários ao desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo e desastrosa porque compromete definitivamente a qualidade da escola pública na nossa Região.
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